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INDÚSTRIA GRÁFICA

Indústria gráfica de MS recua e não projeta crescimento para 2016

No segundo semestre houve melhora na impressão de papel, mas não ao ponto de inverter a queda no segmento, diz Julião Gaúna, presidente do Sindigraf/MS

1 dezembro 2015 - 14h02DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA
Divulgação
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Com recuo de 2,5% neste ano em relação a 2014, a indústria gráfica sul-mato-grossense não projeta crescimento para 2016, conforme análise do presidente da Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul), Julião Gaúna. Ele destaca que o segmento sofreu com o fechamento de algumas empresas no Estado e, mesmo 2016 sendo um ano eleitoral, não dá para prever um cenário positivo. 

 “O mercado digital foi o único que foi bem e ajudou as indústrias gráficas a se manterem em atividade”, afirmou Julião Gaúna, que também preside a Abigraf/MS e o Conselho Diretivo da Abigraf Nacional. No segundo semestre, de acordo com ele, houve melhora na impressão de papel, mas não ao ponto de inverter a queda no segmento. “A atividade continuou estagnada em decorrência também da alta do dólar, que impactou negativamente na aquisição de matéria-prima e, por isso, houve retrocesso na produção”, pontuou. 

No sentido de apoiar as indústrias a manter a competitividade, o presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional reforça que a entidade tem procurado desenvolver um trabalho para apontar os caminhos e oportunidades para os empresários da atividade no próximo ano. “Neste ano houve investimentos sem retorno, então o que a gente pede é que os empresários busquem um equilíbrio entre a despesa e a receita. Havia uma perspectiva positiva para 2015, mas o cenário mudou. Tivemos um problema sério com o desemprego e a ociosidade de produção”, avaliou.  

No entanto, o ano de 2015 não foi só de más notícias para as indústrias gráficas, pois o Projeto de Lei nº 366/2013, de autoria do senador Romero Jucá e que põe fim ao conflito tributário entre ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço) e ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) nos Estados, foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora está em tramitação no Senado sob o número de SCD 15/2015. “Caso seja aprovado, colocará fim ao conflito tributário e nos dará segurança jurídica para que possamos crescer e desenvolver”, garantiu Julião Gaúna. 

Projeções 

Sobre a projeções para 2016, o presidente do Sindigraf/MS afirmou que as empresas devem ter um novo olhar e buscar novas oportunidades com foco nas novas mídias, como por exemplo, a produção de brindes, impressão em PVC, plásticos, cerâmica e outros. “Em contrapartida, não podemos deixar de observar o uso do papel mais adequado, usar a matéria-prima de forma mais acertada para contribuir com crescimento do cliente”, disse. 

Ele ressalta ainda que o segmento não deve abrir mão da produção em papel, pois é a comunicação mais direta que vai até a mão do consumidor. “A criatividade e a pró-atividade serão as chaves para enfrentar o ano de dificuldade que vem por aí, com diversidade no campo político e econômico”, analisou. 

Atualmente, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems, as indústrias gráficas de Mato Grosso do Sul contam com 358 estabelecimentos, que juntos empregam 1.871 trabalhadores. O salário médio é de R$ 1.427,00, de acordo com a RAIS 2014, e o valor estimado da produção em 2015 chegou a R$ 46.446.480.

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