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VISÃO TRISTE PARA 2016

Indústria calçadista de MS não projeta um 2016 otimista para o segmento

João Batista de Camargo Filho, presidente do Sindical/MS, destaca que o ano de 2015 foi de encolhimento superior a 20% para o segmento no Estado, quando a expectativa era de crescer 7%

14 dezembro 2015 - 12h23DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA
Divulgação
FAMASUL - SENAR

Na perspectiva mais otimista possível, a indústria calçadista de Mato Grosso do Sul não deve apresentar crescimento em 2016 devido à crise econômica nacional, conforme projeção feita pelo presidente do Sindical/MS (Sindicato das Indústrias de Calçados de Mato Grosso do Sul), João Batista de Camargo Filho. Ele destaca que o ano de 2015 foi de encolhimento superior a 20% para o segmento no Estado, quando a expectativa era de crescer 7%. 

“O desafio para 2016 é manter a empregabilidade. Estamos focados nisso, mas é preciso que o cenário mude para que o empresário tenha confiança em investir”, declarou o líder sindical, salientando que uma alternativa para as indústrias é a exportação, pois algumas empresas estão conseguindo mercado internacional. “Pelo menos cinco indústrias já fazem esse trabalho, mas o segmento sofre com os importados da China, principalmente, no que se refere aos acessórios, como cintos e bolsas”, avaliou. 

Na avaliação de João Batista de Camargo Filho, o momento econômico, a alta carga tributária e o excesso de normas a serem cumpridas inviabilizam o cenário promissor. Atualmente, segundo dados do Radar Industrial da Fiems, Mato Grosso do Sul contabiliza 25 estabelecimentos industriais no segmento calçadista, que juntos empregam ao em torno de 2.126 trabalhadores. 

O presidente do Sindical/MS acrescenta que o segmento enfrenta outras situações que acabam contribuindo para onerar os custos, como a grande rotatividade dos trabalhadores, principalmente, na região de Três Lagoas. “A indústria de calçados estadual espera que o trabalho de divulgação dos produtos sul-mato-grossenses em feiras voltadas para o segmento resulte na conquista de novos mercados. O Sindicato atua no sentido de buscar a participação nas feiras para abrir novos canais de vendas e divulgação do Estado”, disse. 

Para o próximo ano, o desafio é continuar com a oferta de cursos para diminuir o déficit de mão de obra qualificada no intuito de atender as empresas instaladas do Estado. “O Sindicato quer ampliar a oferta de cursos, por meio de parceria com o Senai, para amenizar o gargalo. Com a qualificação, cria-se um ambiente mais adequado para atrair indústrias para o Estado”, pontuou João Batista de Camargo. 

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