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ECONOMIA

Ibovespa tem quarta alta seguida e volta aos 68 mil pontos

12 maio 2017 - 17h21

O Índice Bovespa teve nesta sexta-feira, 12, sua quarta alta consecutiva, com a qual retornou o patamar dos 68 mil pontos, no qual não operava desde 22 de fevereiro. Desta vez, o avanço foi comandado pela forte valorização das ações da Petrobras, impulsionadas pelo resultado financeiro melhor que o esperado. O Ibovespa chegou a subir 1,32% na máxima do dia e terminou a sessão de negócios com ganho de 1,01%, aos 68.221,94 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 9,8 bilhões, o maior da semana.

Em quatro dias consecutivos de ganhos, o Ibovespa contabilizou valorização de 4,11%. Com isso, terminou a semana em alta de 3,82%, acumulando 4,31% em maio. Grande parte desse desempenho positivo é atribuído pelos analistas ao avanço relativamente tranquilo da reforma da Previdência, que teve o texto-base aprovado na última semana e os destaques votados na última terça-feira. Além disso, a redução da volatilidade nos mercados de commodities também favoreceu a recuperação dos ativos.

Segundo o ministro, a reforma como está hoje representa uma economia fiscal de cerca de 75% do previsto no texto original. "O projeto original trazia R$ 800 bilhões em dez anos, esse número ficou um pouco acima de R$ 600 bilhões e está dentro das nossas expectativas", disse em evento no Rio. "Esperamos que seja votada na Câmara ainda no mês de maio e, em seguida, no Senado. Se for votada em junho ou agosto, do ponto de vista da Previdência, o efeito não é grande porque a reforma é por décadas. Não são alguns meses que vão fazer a diferença", afirmou.

As ações da Petrobras foram as estrelas do dia, depois que a petrolífera anunciou lucro líquido de R$ 4,449 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 1,246 bilhão no mesmo período de 2016 e lucro de R$ 2,510 bilhões nos três meses imediatamente anteriores. Como resultado, Petrobras ON e PN subiram 3,98% e 4,25%, respectivamente.

Os papéis da Vale foram o contraponto do dia, com perdas de 1,56% (ON) e 1,28% (PNA), em linha com a queda de outras mineradoras pelo mundo. Os papéis do setor de siderurgia seguiram a mesma tendência e tiveram Gerdau Metalúrgica PN (-4,53%) e Gerdau PN (-3,51%) como as maiores quedas do Ibovespa. Também mereceu destaque o recuo de 2,92% das ações da JBS, que reagiram à deflagração da operação Bullish, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades no repasse de R$ 8,1 bilhões do BNDES à empresa.