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ECONOMIA

Ibovespa se firma nos 86 mil pontos com força de commodities e trégua externa

16 maio 2018 - 10h11

O Ibovespa abriu a sessão desta quarta-feira, 16, renovando máximas e retomou o patamar dos 86 mil pontos. As blue chips, preferida dos investidores estrangeiros, apontam alta em torno de 2%. De acordo com analistas, o mau humor externo deu uma trégua nesta quarta, ainda que persista a percepção de maior aperto na política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), os juros dos Treasuries, mesmo em nível alto, recuam.

Os índices das bolsas nos Estados Unidos abriram em alta, mas perto da estabilidade, muito embora os índices futuros apontassem queda no pré-mercado.

Às 11h02, o Ibovespa tinha alta de 1,63%, aos 86.516,56 pontos.

Pelo lado doméstico, investidores veem nos dados macroeconômicos divulgados a cada dia sinais de que a retomada da economia não é no ritmo esperado. Nesta quarta, mais cedo, o Banco Central divulgou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,74% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal. O indicador já havia retroagido 0,10% em fevereiro (dado já revisado).

Por outro lado, a leitura é a de que atividade mais fraca e a inflação ainda baixa abrem espaço para o corte da taxa Selic nesta quarta, para 6,25%, pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No dia, Petrobras e Eletrobras devem ter a influência de dois movimentos do governo. Em relação à petroleira, o Tribunal de Contas da União (TCU) tem reunião interna para tratar do acordo de revisão da cessão onerosa da área de exploração do pré-sal. Uma possibilidade que está em negociação é o pagamento em óleo dos valores devidos na revisão do contrato, embora a lei hoje só permita o pagamento em títulos públicos ou dinheiro.

Na influência vinda de fora, os futuros de petróleo operam em baixa no período da manhã, após atingirem máximas em três anos e meio ontem, por conta de sinais de que o rali visto desde o começo do ano começa a afetar o ritmo de crescimento da demanda.

Sobre a companhia elétrica, o presidente da República, Michel Temer, assinou decreto qualificando a Eletrobras ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e incluindo a empresa no Programa Nacional de Desestatização (PND).

O decreto diz ainda que a qualificação fica "condicionada a assinatura de contrato" que tenha por finalidade a realização dos estudos necessários à execução da privatização, assim como à aprovação do decreto pelo Congresso.

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