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ECONOMIA

Ibovespa interrompe sequência de baixas e fecha perto da estabilidade

9 novembro 2018 - 17h50

Uma virada na última hora de negociação evitou que o Índice Bovespa registrasse nesta sexta-feira, 9, sua quarta queda consecutiva. Depois de ter caído até 1,86%, o Índice Bovespa fechou praticamente estável, aos 85.638,88 pontos (+0,02%). O indicador ensaiou uma recuperação pela manhã e chegou a subir 0,72%. No entanto, não teve fôlego para se sustentar em um dia de quedas generalizadas entre as bolsas internacionais. Lá fora, temores sobre os rumos da economia global incentivaram ordens de venda, enquanto no cenário doméstico o noticiário político foi escasso.

As ações relacionadas a commodities exerceram influência negativa ao longo de todo o dia. A queda dos preços do petróleo penalizou os papéis da Petrobras (-0,39% na ON) e a alta do minério de ferro não foi suficiente para conter os preços das mineradoras pelo mundo, que refletiram as incertezas quanto ao ritmo da economia chinesa. Em Londres, as ações das mineradoras BHP Billiton e Anglo América tiveram fortes perdas, o que levou Vale ON a terminar o dia com queda de 4,16%.

A queda só foi neutralizada nos minutos finais de negociação, com a melhora brusca do desempenho dos papéis do setor financeiro, bloco de maior peso na composição do Ibovespa. As ações já vinham oscilando com desempenho acima da média, mas ganharam fôlego extra com a notícia de que o presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, negou que venha a ocorrer modificação no marco legal econômico, financeiro e fiscal no país, descartando mudanças na operação dos bancos. Por aqui, Banco do Brasil ON subiu 2,22%, Itaú Unibanco PN ganhou 1,26% e as units do Santander avançaram 1,91%.

"Com a onda de realizações de lucro no mercado internacional, o Ibovespa acabou por perder um pouco a referência. Na falta de notícias mais concretas sobre a reforma da Previdência, acompanhou o que ocorreu lá fora", disse Rafael Panonko, analista-chefe da Toro Investimentos.

Para ele, a discussão em torno da política monetária dos Estados Unidos leva o investidor estrangeiro a amenizar suas posições de risco, mas a perspectiva de longo prazo é de alta para os mercados emergentes. No caso específico do Brasil, afirma, a tendência é de retomada do viés de alta assim que o cenário doméstico apontar mais concretamente para boas perspectivas.

Com o resultado desta sexta, o índice contabilizou queda nominal de 3,14% na semana.

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