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ECONOMIA

Gás e energia solar devem ganhar espaço na matriz energética do Rio

16 maio 2018 - 14h33
Usina Fotovoltaica/Coober/Divulgação
Usina Fotovoltaica/Coober/Divulgação

O gás natural e a energia solar devem ganhar mais relevância na matriz energética do Rio de Janeiro nos próximos 15 anos, segundo estudo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ) e da Subsecretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. 

O documento traça dois cenários, um de referência e outro alternativo, em que a busca por eficiência energética se dá de forma mais intensa. Para o pesquisador Amaro Pereira, do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, o estudo mostra que o estado precisa se beneficiar da disponibilidade de gás natural.

 

Usina Fotovoltaica - Coober/Divulgação

"O preço da energia no estado do Rio é muito alto, se comparado com os outros estados do Brasil. E o gás não é tão mais alto. Isso pode ser importante para a indústria, que está atrás de fontes que não sejam tão caras". 

Em 2016, o gás natural respondia por uma fatia de 34% das fontes de energia utilizadas no estado. Esse patamar deve subir para ao menos 40%, em 2031. No melhor dos cenários, o gás pode atingir 44% de participação, o dobro do petróleo e derivados. A conversão de veículos automotores para gás, a demanda industrial e o aumento da utilização de gás natural em chuveiros, por exemplo, devem contribuir para o cenário.

Energia solar

No que diz respeito à geração de energia elétrica, o gás natural deve ter um aumento de 19% para 29%. Quando o cenário de maior eficiência energética é considerado, o gás atinge 28% de participação, e a energia solar salta de 0% em 2016, para 6% em 2031. O cenário mais eficiente considera a revitalização das usinas de biomassa, que terão participação de 3% na geração de energia elétrica.

O superintendente de energia da Subsecretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Sergio Guaranys, defendeu que o poder público deve atuar para impedir que barreiras prejudiquem a busca por menores custos de energia. 

"A política pública virá orientando e evitando criar barreiras para o desenvolvimento e a redução de custos. A política publica é não ser obstáculo para reduzir custos".

Segundo a pesquisa, o Rio de Janeiro tinha, em 2017, 2,2 mil residências com painéis solares para geração de energia. Esse número deve aumentar de forma acelerada, chegando a 331,3 mil unidades em 2031. 

"A alternativa fotovoltaica está crescendo naturalmente e bastante", destacou o superintendente, que explicou que o preço dos terrenos no estado do Rio é alto, o que favorece unidades fotovoltaicas de pequeno porte. 

Mais emissões de CO2

Mesmo no melhor cenário, que inclui o crescimento da energia solar e biomassa, as energias renováveis perderão espaço para as não renováveis no estado do Rio de Janeiro. Em 2016, 12% do total produzido no estado era de fontes renováveis em 2016, o que deve cair para 9% em 2031.

A grande dependência de fontes fósseis de energia já faz com que o Rio de Janeiro produza mais emissões per capita que a média nacional. Enquanto o Brasil emitiu 2,16 toneladas de CO2 para cada habitante em 2016, o Rio de Janeiro emitiu 4,03. Em 2031, essa emissão deve crescer mais de 50% e chegar a 6,44 toneladas para cada habitante. No melhor dos cenários, também haverá crescimento considerável, para 5,74 toneladas.

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