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ECONOMIA

FGV/Icomex: balança comercial teve superávit de US$ 7,7 bi no 1º bimestre do ano

Em termos de valor, as exportações cresceram 12,9% no primeiro bimestre em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações aumentaram 15,1%

14 março 2018 - 07h44
A corrente de comércio alcançou US$ 61 bilhões, o melhor resultado desde o acumulado no ano até fevereiro de 2015
A corrente de comércio alcançou US$ 61 bilhões, o melhor resultado desde o acumulado no ano até fevereiro de 2015 - Foto: UNIFRAN

O superávit da balança comercial foi de US$ 7,7 bilhões no primeiro bimestre do ano, resultado superior ao registrado no mesmo período de 2017, quando estava em US$ 7,3 bilhões. Os dados são do Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quarta-feira, 14, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em termos de valor, as exportações cresceram 12,9% no primeiro bimestre em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações aumentaram 15,1%. A corrente de comércio alcançou US$ 61 bilhões, o melhor resultado desde o acumulado no ano até fevereiro de 2015.

"Apesar dos resultados similares entre os dois primeiros bimestres de 2017 e 2018 esperamos que ao longo do ano o saldo comercial tenda a recuar com a retomada do crescimento econômico, embora se mantenha a previsão de um superávit comercial ao redor de US$ 50 bilhões", avaliou Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) em nota.

O Icomex tem como objetivo contribuir para a avaliação do nível de atividade econômica do País, por meio da análise mais aprofundada dos resultados das importações e exportações.

Entre as exportações, a principal contribuição para o avanço foi das manufaturas, resultado influenciado pela exportação de uma plataforma de petróleo em fevereiro. No caso das importações, o destaque foi o desempenho de bens de capital, confirmando a expectativa de melhora no crescimento econômico este ano.

O aumento no valor exportado em 2018 é explicado pelo comportamento dos preços, que cresceram 13%, enquanto o volume recuou 0,3%. Em relação às importações, os preços também lideraram o crescimento, mas o volume também registrou aumento de 1,4%.

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