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ECONOMIA

EUA sinalizam que poucos produtos serão excluídos das tarifas de aço e alumínio

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a partir do dia 22 de março será cobrada uma tarifação de 25% para importações de aço e 10% sobre as de alumínio

14 março 2018 - 13h24
O movimento gerou ameaças de retaliação em todo o planeta e iniciou uma corrida das demais nações para conseguir a isenção das barreiras alfandegárias
O movimento gerou ameaças de retaliação em todo o planeta e iniciou uma corrida das demais nações para conseguir a isenção das barreiras alfandegárias - Foto: Tesouro Invest

Os empresários que procurarem evitar tarifas sobre as importações de produtos de aço e alumínio enfrentarão grandes obstáculos sob as novas regras para o setor, que deverão ter apenas algumas poucas exceções sob o argumento de respeito aos quesitos de segurança nacional, sinalizaram fontes do Departamento de Comércio dos Estados Unidos à Dow Jones Newswires.

O Departamento de Comércio deve divulgar no final desta semana ou início da próxima semana um plano detalhado para as indústrias que procuram exclusões, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Ao mesmo tempo, Robert Lighthizer, representante comercial dos EUA, está negociando com governos estrangeiros as isenções tarifárias a nível nacional, também com base em grande parte na segurança nacional.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a partir do dia 22 de março será cobrada uma tarifação de 25% para importações de aço e 10% sobre as de alumínio. O movimento gerou ameaças de retaliação em todo o planeta e iniciou uma corrida das demais nações para conseguir a isenção das barreiras alfandegárias.

As fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires sinalizaram que os importadores dos EUA provavelmente terão de pagar tarifas sobre as importações de produtos siderúrgicos mesmo que se candidatem a uma eventual exclusão. Não está claro se as tarifas serão reembolsadas se a empresa conseguir, posteriormente, uma eliminação da barreira.

Funcionários do Departamento do Comércio procuraram assessores do Congresso nesta terça-feira para tratar do tema. O secretário de Comércio, Wilbur Ross, e funcionários de outras agências levarão em consideração os argumentos voltados para a segurança nacional, a base jurídica da imposição de tarifas, de acordo com pessoas familiarizadas com o processo.

Por sua vez, fabricante de autopeças e de recipientes metálicos estão preocupados com o aumento dos curtos das matérias-primas.

Nos bastidores, os funcionários do Departamento de Comércio estão admitem que não querem excluir muitos produtos, preferindo que a indústria de metais dos EUA aumente a produção para fornecer os produtos necessários. 

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