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ECONOMIA

Dólar tem maior queda desde maio e vai a R$ 3,22 em dia de ajustes

E como o dólar já vinha em alta na última semana, o que houve foi uma readequação das cotações", disse Bruno Foresti, gerente de câmbio do Ourinvest

14 fevereiro 2018 - 17h46
Ainda por conta do feriado de carnaval, as operações tiveram início às 13h
Ainda por conta do feriado de carnaval, as operações tiveram início às 13h - Foto: Vanderlei Almeida / AFP

O dólar teve nesta quarta-feira, 14, a maior queda porcentual em um único dia desde 19 de maio de 2017, ao fechar cotado a R$ 3,2208, com baixa de 2,26%. A baixa foi atribuída essencialmente a ajustes de posições no pós-feriado e ao fluxo positivo, com ingresso de recursos externos para o mercado de ações. A alta dos preços do petróleo e o indicador de vendas no varejo dos EUA mais fraco que o esperado também foram apontados como fatores de enfraquecimento da divisa.

"O mercado esteve fechado nos últimos dois dias, quando a tendência majoritária do dólar foi de depreciação. E como o dólar já vinha em alta na última semana, o que houve foi uma readequação das cotações", disse Bruno Foresti, gerente de câmbio do Ourinvest. "Houve ainda uma forte puxada da bolsa, outro fator que influenciou o dólar", completou o profissional.

Ainda por conta do feriado de carnaval, as operações tiveram início às 13h. Naquele momento, o dólar ainda tinha tendência de valorização no exterior, em meio à repercussão da inflação ao consumidor em janeiro, que veio acima do esperado. O dado fortaleceu as estimativas de um aperto monetário mais forte nos EUA. Já as vendas no varejo norte-americano recuaram 0,3%, enquanto o mercado esperava aumento 0,2%. Após o dado mais fraco, diversas instituições reduziram a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre, o que levou o dólar a se desvalorizar ante moedas fortes, como o iene.

Na última semana, o dólar havia subido 2,46% ante o real, em meio à forte volatilidade dos mercados internacionais e à cautela do investidor antes do feriado de carnaval no Brasil. A reação positiva dos ativos nesta quarta, portanto, já era esperada como um ajuste natural, uma vez que o cenário externo não apresentou grandes sobressaltos. Outros fatores, como os dados dos EUA e o petróleo em alta, fortaleceram o movimento do dia.

"A ausência do noticiário político interno deu alguma tranquilidade aos mercados para se ajustarem a esses dois dias de feriado, apesar de os riscos continuarem presentes", disse Durval Corrêa, operador da corretora Multimoney. "Ainda há incertezas no cenário, como a política monetária do Federal Reserve. A volatilidade pode voltar ao cenário", afirmou.

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TJ MS