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ECONOMIA

Dólar sobe com queda do petróleo e dado de inflação nos EUA

14 Novembro 2017 - 17h32

Após abrir a sessão em baixa, o dólar inverteu o sinal e bateu máximas no período da tarde, nesta terça-feira, 14, apesar do enfraquecimento da moeda americana frente às principais divisas. Segundo profissionais do mercado, a forte queda do petróleo no mercado internacional pesou sobre moedas de países emergentes ligados a commodities. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos de outubro superou as expectativas do mercado, levando a especulações sobre a aceleração no ritmo de aumento dos juros americanos em 2018.

O dólar à vista fechou em alta de 0,37%, a R$ 3,3098. O volume foi de US$ 1,604 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2678 (-0,91%) e, na máxima, R$ 3,3132 (+0,47%).

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou em queda de 1,87%, a US$ 55,70 por barril, em reação ao relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE), que reduziu suas projeções de demanda para este e para o próximo ano. Já o PPI dos Estados Unidos subiu 0,4% em outubro ante setembro, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Trabalho. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam avanço de 0,1%.

"O PPI americano veio forte, o que aumentou a cautela em relação ao CPI (sigla em inglês para índice de preços ao consumidor), que sai amanhã (quarta-feira)", disse José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos. "Se o CPI também vier acima do esperado, pode indicar mais altas dos juros americanos", afirmou, acrescentando que, como o CPI sai durante o feriado aqui no Brasil, traz um peso maior de proteção no mercado doméstico.

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, avalia que a possível aprovação da reforma tributária proposta pelo presidente americano, Donald Trump, continua pesando sobre os mercados emergentes. "A reforma tributária deve direcionar mais investimentos aos Estados Unidos, em detrimento de outros países, assim como novos aumentos de juros por lá", analisou.

No cenário local, permanece a cautela em torno da reforma da Previdência, apesar do otimismo inicial com a saída do tucano Bruno Araújo do Ministério das Cidades, nesta segunda-feira, que precipitou a reforma ministerial. Aliados de Temer, especialmente do chamado Centrão, vêm cobrando mais espaço no governo em troca de apoio à proposta de mudança nas regras previdenciárias. Além disso, o fato de a quarta-feira ser feriado no Brasil leva os investidores a uma posição mais defensiva, com busca de proteção no dólar.

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