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ECONOMIA

Dólar sobe com exterior e Eletrobras no radar

13 julho 2018 - 08h43

O dólar sobe ante o real nesta sexta-feira, 13, influenciado pela valorização externa da divisa americana. Os agentes de câmbio precificam ainda a suspensão dos leilões de todas as distribuidoras da Eletrobras, anunciada pela Justiça Federal do Rio, após o fechamento dos mercados na quinta-feira, 12. Essa decisão apaga expectativas de aumento no curto prazo dos ingressos de fluxo financeiro de investidores estrangeiros, que poderiam participar desses leilões, disse um operador de uma corretora de câmbio.

No exterior, a moeda americana sobe ante seus pares principais e moedas emergentes ligadas a commodities, após o forte superávit comercial da China com os Estados Unidos no primeiro semestre gerar expectativas de um reforço no protecionismo norte-americano. A China informou que teve superávit comercial de US$ 41,61 bilhões em junho, após registrar superávit de US$ 24,92 bilhões em maio, segundo a Administração Geral de Alfândega. Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam superávit de US$ 26 bilhões. As exportações da China para os Estados Unidos tiveram crescimento de 13,6% no primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período de 2017, para US$ 133,76 bilhões.

O Commerzbank prevê que esses dados apontam para um cenário de tensão entre Washington e Pequim, e "sem dúvida aumentarão as chances de novas tarifas dos EUA serem impostas aos produtos chineses".

A moeda americana sobe também após o presidente do Federal Reserve (Fed) Jerome Powell, ter defendido na quinta o gradualismo na elevação das taxas de juros. Powell disse que a economia global e, principalmente, a americana está indo "muito bem" e que, caso o Fed mova os juros muito rapidamente, o banco central poderia provocar uma recessão econômica em solo americano. Os juros dos Treasuries respondem em baixa em meio ao aumento da demanda.

Mais cedo, o índice do dólar DXY - que mensura a moeda americana ante outras seis divisas fortes - atingiu o maior nível em duas semanas, impulsionado principalmente pela queda acentuada da libra. Em entrevista ao The Sun, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um plano "suave" de saída do Reino Unido da União Europeia "mataria" qualquer acordo comercial possível com os EUA. Na máxima do dia, o DXY subiu 0,4%, a 95,241. Além disso, o euro opera com fraqueza, após a comparação anual da inflação ao consumidor dos EUA, divulgada na quinta-feria, alimentar expectativas de mais duas altas de juros nos EUA.

No mercado de moedas emergentes, a queda das commodities ajuda ainda a amparar o dólar em relação a praticamente todas as principais divisas emergentes. Uma exceção é a queda frente à lira turca, influenciada por declarações do novo ministro de Finanças da Turquia, Berat Albayrak, de que vai se esforçar para diminuir a inflação no país. Em 12 meses computados até junho, a inflação ao consumidor da Turquia foi de 15,39%. Parte deste aumento é atribuído à aceleração do dólar ante a lira turca, uma das moedas mais afetadas pela valorização global da divisa americana.

Às 9h20, o dólar à vista subia 0,30%, aos R$ 3,8944. O dólar futuro de agosto estava em alta de 0,28%, aos R$ 3,9015.

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