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ECONOMIA

Dólar recua com fechamento de questão do PMDB a favor da reforma da Previdência

6 Dezembro 2017 - 17h31

Ao longo de boa parte da sessão desta quarta-feira, 6, o dólar pareceu dançar ao som de um bolero. O famoso dois para lá, dois para cá reforçou que os investidores estavam em compasso de espera, com a moeda americana oscilando do lado positivo para o negativo em poucos minutos, sem força para criar tendência de alta ou de baixa. No entanto, quando o PMDB anunciou o fechamento de questão favorável à aprovação da reforma da Previdência, a divisa deixou a alternância de sinais de lado e passou a cair sem novos repiques. Com isso, o dólar à vista encerrou a sessão desta quarta-feira com queda de 0,06%, a R$ 3,2339. Na máxima, atingiu R$ 3,2498 (+0,43%) e, na mínima, R$ 3,2254 (-0,32%). O giro foi de US$ 1,324 bilhão.

O apoio maciço da executiva do PMDB trouxe certo alívio para os investidores, já que aumentam as chances de a pauta da Previdência ser votada (e aprovada) na Câmara, na semana que vem. Segundo Ricardo Gomes da Silva, superintendente de câmbio da Correparti, o mercado espera que a decisão do PMDB gere um efeito manada em outros partidos. "Se não houvesse essa expectativa, certamente veríamos o dólar mais estressado", afirma. Para Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora, a dúvida agora recai sobre os parlamentares do PSDB. "Sem eles, não há reforma da Previdência", diz.

Mas não é apenas o noticiário político que está no radar dos investidores. O fluxo cambial de novembro, divulgado mais cedo, deu sinais de melhora, segundo Bruno Foresti, gerente de câmbio da Ourinvest. No mês passado, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 636 milhões, o que interrompeu a sequência de dois meses consecutivos de fluxo positivo. "Vamos ficar atentos às remessas de lucros para o exterior que costumam ser realizadas em dezembro", diz.

O movimento contrário - de captações externas - também está em curso. Na sessão desta quarta-feira, a Gol levantou US$ 500 milhões em bônus de sete anos, de acordo com fontes da Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Com essa janela de oportunidades aberta, as empresas esperam que o dólar caia para que o custo do capital seja o menor possível. Essa pressão tem ajudado a trazer para baixo a cotação da moeda americana", afirma Alexandre Wolwacz, diretor da L&S.

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