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ECONOMIA

Dólar fraco no exterior com realização após Fed pesa; BCE põe euro em baixa

14 junho 2018 - 08h36

O dólar opera em baixa no mercado doméstico na manhã desta quinta-feira, 14, sintonizado ao desempenho mais fraco também no exterior em relação ao iene e a libra, além de grande parte das moedas emergentes e ligadas a commodities, que reflete uma realização de ganhos recentes após a decisão e sinalizações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nesta quarta-feira, 13.

Lá fora, o euro oscilou em meio ao anúncio da decisão de política monetária do Banco Central Europeu: bateu máxima ante o dólar e em seguida virou e atingiu mínimas diversas vezes.

O BCE manteve a taxa de refinanciamento em 0% e a taxa de depósitos negativa em -0,4% e disse que elas devem seguir nos níveis atuais até pelo menos o verão europeu de 2019. Havia expectativa no mercado de que o BCE poderia sinalizar que os juros subiriam em algum momento no primeiro semestre do próximo ano.

A instituição também anunciou que as compras do programa de relaxamento quantitativo (QE) continuarão em 30 bilhões de euros por mês até setembro e inovou ao indicar que, entre outubro e dezembro, as compras do QE serão reduzidas a 15 bilhões de euros por mês.

Ponderou, no entanto, que a redução do QE após setembro está sujeita a dados futuros. As expectativas agora estão sobre a entrevista coletiva do presidente do BCE, Mario Draghi, a partir das 9h30 (de Brasília).

Também nesta quarta, o Federal Reserve confirmou as expectativas, que já haviam sido amplamente precificadas, de elevação de 0,25 ponto as taxas dos Fed Funds, para a faixa de 1,75% a 2,00% ao ano. Além disso, informou que, em seu gráfico de pontos, sete dos quinze membros do FOMC veem quatro elevações de juros este ano, como adiantado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, na semana passada, reforçando a percepção de uma visão um pouco mais "hawkish" do Fed sob a presidência de Jerome Powell. A instituição retirou ainda do comunicado o trecho em que citava que os juros ficarão abaixo dos níveis esperados para o longo prazo.

Em entrevista, Powell anunciou que vai haver coletivas de imprensa em todas as reuniões a partir de janeiro de 2019. A medida abre espaço no calendário para oito elevações de juros todos os anos, em vez das quatro que antes eram monitoradas pelos agentes justamente por causa da entrevista posterior do dirigente.

A divulgação de projeções, no entanto, seguem sendo feitas trimestralmente. A autoridade disse também que o Fed está perto da meta de inflação de 2%, mas ressaltou que ainda não é possível declarar vitória sobre os preços nos EUA.

Segundo o CME Group, as apostas de quatro altas de juros nos EUA em 2018 subiram para 48,3% ante 40,6% antes da decisão de política monetária. Para a Fitch, o Fed fez a maior mudança em seu comunicado "como há muito tempo não fazia".

Às 9h19 desta quinta-feira, o dólar à vista caía 0,62%, aos R$ 3,6928. O dólar futuro de julho recuava 0,71% neste mesmo horário, aos R$ 3,6995.

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