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ECONOMIA

Dólar à vista fecha em baixa de 0,50%, aos R$ 3,2423, menor nível em quase um mês

3 Janeiro 2018 - 18h09

O dólar à vista encerrou a quarta-feira, 3, abaixo da marca de R$ 3,25, aos R$ 3,2423, menor patamar em quase um mês. O dia foi favorável a ativos de economias emergentes em geral, com aumento da apetite pelo risco que impulsionou também as Bolsas. O forte avanço do petróleo, a queda do risco Brasil e o otimismo com a economia, respaldado pelos recentes indicadores econômicos, também deram suporte ao alívio no câmbio.

O principal destaque da agenda, a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), divulgada no fim da tarde, praticamente não teve impacto nos negócios por aqui. A moeda no segmento à vista fechou em baixa de 0,50%, cotada em R$ 3,2423, menor preço desde 6 de dezembro de 2017, quando havia encerrado em R$ 3,2339.

"Nesses dois primeiros dias do ano, o sentimento geral é de busca por risco, com a ideia de força das economias globais amparada nos recentes PMIs. Aqui, temos dados animadores de atividade e inflação e a percepção de Selic abaixo de 7%, que, nesse momento de recesso parlamentar, ficam mais em evidência", explicou o operador de câmbio da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado Neto.

O clima foi de animação nos mercados. "Um bom indicador disso é o CDS, que está nos níveis da eleição de 2014", lembrou o economista Bernard Gonin, da Rio Gestão de Ativos. O risco Brasil medido pelo Contrato de Default Swap (CDS) de cinco anos atingiu no período da tarde 153 pontos, retornando ao patamar de novembro de 2014.

Internamente, os primeiros dados da economia brasileira em 2017 confirmam a percepção da retomada, mas sem pressão inflacionária uma vez que os índices de preços estão bem comportados e podem assegurar novas quedas da Selic, ideia consolidada após a entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, na terça.

Além do superávit comercial recorde de US$ 67 bilhões no ano passado, nesta quarta foram divulgados dados positivos da área de caminhões, que reforçam a avaliação de que o País caminha para o crescimento. Depois de três anos de queda, as vendas subiram 2,7% ante 2016, ano em que o segmento caiu 29,4%, em dados antecipados ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) pela MAN Latin America.

Ao mesmo tempo em que comemora os dados e o noticiário doméstico positivos, o mercado amplia a expectativa sobre o julgamento do recurso do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva contra sua condenação em primeira instância, que será no dia 24 de janeiro. "Com a condenação de Lula e tirando o risco eleitoral da frente, os ativos brasileiros tenderiam a 'performar' muito bem", disse Gonin.

No exterior, o dólar esteve majoritariamente em baixa ante divisas de economias emergentes, mas subia em relação às moedas principais. O petróleo teve uma sessão de ganhos expressivos, conduzidos pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã e as baixas temperaturas em alguns lugares nos Estados Unidos, que deixam equipamentos congelados e acabam diminuindo a produção. No fechamento, o barril do WTI para fevereiro encerrou em alta de 2,08%, aos US$ 61,63.

O dólar chegou a bater mínimas ante o real após a ata do Federal Reserve, mas logo devolveu o movimento. Na ata, os diretores afirmaram ver possibilidade de que inflação baixa possa diminuir ritmo de aperto monetário, mas, por outro lado, também viam chances de que a reforma tributária force um aumento dos juros mais rapidamente. Após o documento, o dólar ampliou os ganhos ante o iene.

No segmento futuro, o dólar para fevereiro terminou em R$ 3,2480 (-0,70%), com mínima de R$ 3,2440 e máxima de R$ 3,2775. O giro financeiro somou US$ 16,267 bilhões.