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ECONOMIA

Demanda por petróleo no Brasil deve subir refletindo expansão econômica, diz AIE

A previsão apresentada nesta sexta pela instituição é de um abastecimento doméstico de 3,07 milhões de bpd em 2019

15 março 2019 - 10h24

Após um ano de estabilidade no consumo brasileiro de petróleo, a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a demanda será ampliada em 2019. "No geral, a demanda permaneceu estável em 2018, mas espera-se que aumente em 60 mil barris por dia (bpd) em 2019, refletindo um crescimento econômico mais rápido", salientou a entidade que tem sede em Paris por meio de seu relatório mensal, divulgado nesta sexta-feira, 15.

O documento trouxe que a projeção da instituição para o Produto Interno Bruto (PIB) doméstico este ano foi ampliada para 2,5% - nos dois relatórios anteriores, no entanto, não havia apresentação da estimativa para a taxa de crescimento do País. Para o consumo, a entidade passou a prever 3,06 milhões de bpd ante prognóstico de 3,03 milhões de bpd revelados um mês atrás.

Especificamente sobre o uso da commodity em janeiro, a AIE constatou que houve um aumento de 85 mil bpd ante o mesmo mês do ano passado, com elevação do consumo de diesel de 50 mil bpd e da gasolina, de 40 mil bpd. A agência também destacou que o tráfego aéreo doméstico aumentou 3,4% em dezembro do ano passado em relação ao mesmo mês de 2017, mas que o crescimento desacelerou para 0,3% em janeiro.

Produção

Em relação à produção do primeiro mês deste ano, a instituição salientou a queda de 65 mil bpd, para 2,73 milhões de bpd. "A produção ficou estável em comparação com o mesmo mês do ano anterior, uma vez que a manutenção e as quedas de produção em campos maduros compensaram o crescimento de novas operações", comparou a entidade. O relatório também citou uma avaliação feita pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de que o principal motivo da queda foi a paralisação de manutenção em plataformas nos campos de Búzios e Sapinhoá.

"O Brasil e a Argentina reportaram resultados abaixo do esperado em janeiro, em 120 mil bpd e 30 mil bpd, respectivamente. No caso do Brasil, espera-se que tenham se recuperado em fevereiro, quando a maior refinaria do País, a Replan, retornou às operações completas após vários meses de taxas reduzidas de produção devido a um incêndio", pontuou.

Para fevereiro, a perspectiva é a de que a oferta de petróleo deve subir com o início da operação da plataforma P-67, em Lula Norte, e da P-76, em Búzios.

A AIE lembrou que a P-76 é a terceira unidade de 150 mil bpd a entrar em produção no campo de Búzios desde abril passado. De acordo com o Plano Estratégico da Petrobras, outras duas plataformas entrarão em operação este ano. "Como resultado, esperamos que a produção brasileira aumente em média 375 mil barris por dia este ano, para cerca de 3,3 milhões de bpd no final do ano", comentou.

A previsão apresentada nesta sexta pela instituição é de um abastecimento doméstico de 3,07 milhões de bpd em 2019.

Cartel

O relatório também trouxe o desempenho brasileiro sob a perspectiva da oferta por nações que não fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A produção de fora do cartel, segundo a entidade, deverá desacelerar de um recorde de 2,8 milhões de bpd em 2018 para 1,8 milhão de bpd este ano.

Os Estados Unidos continuam a contabilizar a maior parte da expansão, de acordo com a AIE, devendo adicionar 1,5 milhão de bpd, ou 83% do total.

"Outros aumentos virão do Brasil, onde várias novas unidades de produção estão em processo de aceleração. Apesar dos cortes de produção renovados, os ganhos também virão da Rússia, com a produção no início de 2019 de 410 mil bpd superior a um ano atrás. Em contraste, novas quedas são esperadas do México, Noruega e China", detalhou.

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