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ECONOMIA

Bolsas europeias fecham sem direção única, com China, Espanha e Brexit no radar

13 Outubro 2017 - 15h26

As bolsas da Europa fecharam sem direção única, perto da estabilidade, com os negócios sendo influenciados pelos números da balança comercial da China e de inflação na Alemanha. Os investidores ainda mantiveram certa cautela diante das incertezas derivadas do processo de saída do Reino Unido da União Europeia e do movimento separatista catalão na Espanha.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou esta sessão com alta de 0,29%, aos 391,42 pontos. Em Londres, o FTSE-100 caiu 0,28%, para 7535,44 pontos, acompanhado pelo CAC-40, da Bolsa de Paris, que baixou 0,17%, para 5.351,74 pontos, e pelo Ibex-35, da Bolsa de Madri, que também recuou 0,17%, para 10.258,00 pontos. No sentido contrário, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, teve elevação de 0,07%, aos 12.991,87 pontos; o FTSE-MIB, de Milão, também subiu 0,07%, para 22.413,54 pontos, e o PSI-20, da Bolsa de Lisboa, avançou 0,02%, para 5.457,96 pontos.

Nesta madrugada, a China informou crescimento acima do esperado de suas importações em setembro, na comparação anual. O país ainda divulgou números fortes de compras de petróleo e cobre, que impulsionaram os preços das commodities e as ações de companhias do setor.

Na Bolsa de Londres, os papéis da Anglo American subiram 1,80%, os da BHP Billiton tiveram alta de 1,64% e os da Glencore avançaram 2,35%. As ações da petroleira ENI ganharam 0,79% na Bolsa de Milão e, na Bolsa de Madri, os papéis da Repsol tiveram alta de 0,62%.

Na Bolsa de Frankfurt, destaque para as ações da Bayer (+1,16%) e da Basf (-0,46%), que reagiram à notícia de compra pela Basf dos negócios de sementes e herbicidas da Bayer por 5,9 bilhões de euros.

Pela manhã, a agência de estatísticas da Alemanha, Destatis, informou que o índice de preços ao consumidor do país subiu 0,1% em setembro ante agosto e 1,8% na comparação anual, em linha com a projeção dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Os investidores mantiveram-se atentos às negociações do Brexit, um dia após mais uma rodada de negociações com a UE terminar sem grandes avanços. Analistas ponderam que a falta de progresso nesse diálogo pode ameaçar o crescimento do país, no momento em que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) sinaliza que deve conduzir um aperto monetário para conter a inflação.

Outra questão que permaneceu no radar é a tensão Espanha, que pode se aprofundar na próxima semana, diante do ultimato do premiê espanhol, Mariano Rajoy, para que o governo catalão reverta a proclamação de independência unilateral até a próxima segunda-feira. As ações do setor bancário, como as do Santander (-1,17%) e CaixaBank (-0,83%), continuaram sendo pressionadas nesta sessão.

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