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Bolsas de NY registram ganhos, com mais impulso à tarde e novo recorde do Nasdaq

Notícias positivas em um estudo do remdesivir em pacientes da covid-19 agradaram o mercado

10 julho 2020 - 17h16
O Nasdaq subiu 0,66%, a 10.617,44 pontos
O Nasdaq subiu 0,66%, a 10.617,44 pontos - (Foto: Reprodução)
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Os mercados acionários de Nova York encerraram em território positivo, em um pregão volátil, ganhando mais fôlego na reta final desta sexta-feira, 10. Notícias de avanços na busca por tratamentos ou uma vacina para a covid-19 se sobrepuseram, na percepção dos investidores, à contínua disseminação da doença em alguns Estados americanos.

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,44%, em 26.075,30 pontos, o Nasdaq subiu 0,66%, a 10.617,44 pontos, e o S&P 500 avançou 1,05%, a 3.185,04 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones subiu 0,96%, o Nasdaq teve ganho de 4,01% e o S&P 500, de 1,76%.

O Nasdaq chegou a cair parte do dia, após já ter batido máximas históricas de fechamento nesta semana. À tarde, porém, o índice se firmou em território positivo, chegando a novas máximas históricas intraday e de fechamento. Hoje, papéis de serviços de comunicação se destacaram: Alphabet (Google) subiu 1,34%, Amazon ganhou 0,55% e Facebook, 0,23%. Já no setor de tecnologia, Apple teve alta de 0,25%, mas Microsoft recuou 0,30%.

Notícias positivas em um estudo do remdesivir em pacientes da covid-19 agradaram o mercado, atento também à declaração da empresa alemã BioNTech de que ela pode ter uma vacina para covid-19 pronta para aprovação até o fim deste ano. Entre alguns papéis importantes, Boeing subiu 2,98%, ajudando o Dow Jones.

Com isso, ficaram em segundo plano os novos casos da covid-19 nos EUA e também as tensões entre o país e a China. Hoje, o presidente americano, Donald Trump, descartou, ao menos por ora, buscar uma fase 2 no acordo comercial entre as potências.

Com as ações em período forte nos EUA, analistas voltam-se agora também para a temporada de balanços. Em relatório, a Oxford Economics comenta que as bolsas americanas podem ficar mais pressionadas adiante, com a perda de fôlego nas injeções de liquidez e o risco de que a reabertura não necessariamente se traduza em recuperação econômica.

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