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ECONOMIA

Bolsas da Europa fecham sem sinal único, de olho nos EUA e política da Espanha

13 fevereiro 2019 - 14h56

As bolsas da Europa fecharam sem sinal único nesta quarta-feira, 13. Sinais vindos dos Estados Unidos apoiaram o apetite por risco em geral, mas houve preocupação com o quadro político espanhol, após o governo local não conseguir aprovar o orçamento deste ano no Parlamento, o que deve abrir caminho para eleições antecipadas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,60%, em 364,97 pontos.

A avaliação de que pode se concretizar mais adiante um acordo comercial entre Estados Unidos e China apoiou o apetite por risco nas praças europeias. Além disso, ainda esteve no radar o fato de que ocorreram avanços no diálogo entre republicanos e democratas no Congresso americano para evitar nova paralisação parcial (shutdown) do governo, embora o presidente Donald Trump não tenha garantido que assinará o acordo.

Na Europa, o quadro político espanhol gerou cautela. A Câmara de Deputados local rejeitou o orçamento enviado pelo governo, o que deve precipitar eleições antecipadas, diante do desafio à administração do premiê Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Segundo a imprensa local, Sánchez deve anunciar nesta sexta-feira a data para as próximas eleições gerais. O banco suíço Julius Baer prevê que a economia do país mantenha força, mas alerta para o risco de perda de fôlego se houver incerteza política prolongada.

Os desdobramentos do processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, também seguiram no radar dos investidores. Hoje, a premiê Theresa May reforçou seu compromisso de deixar o bloco em 29 de março. Ainda no Reino Unido, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) desacelerou a 1,8% em janeiro, na comparação anual, de 2,1% em dezembro, abaixo da meta de 2% do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

Entre os setores, papéis de energia foram apoiados pela força do petróleo, que subiu após a Agência Internacional de Energia (AIE) dizer que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu sua produção da commodity ao menor nível em quase quatro anos.

Na bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em alta de 0,81%, em 7.190,84 pontos. A petroleira BP teve alta de 1,10%, enquanto a mineradora Glencore subiu 2,30% e Antofagasta avançou 3,1%, mas Barclays recuou 0,03%. DS subiu 4,6%, após a companhia do setor de embalagens divulgar balanço positivo.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,37%, a 11.167,22 pontos. Entre os papéis mais negociados, Aroundtown caiu 0,52%, Deutsche Bank avançou 0,57% e Deutsche Telekom registrou ganho de 0,07%.

O índice CAC-40, da bolsa de Paris, teve ganho de 0,35%, a 5.074,27 pontos. A petroleira Total subiu 0,24%, BNP Paribas teve alta de 0,96% e Société Générale caiu 0,94%.

Na bolsa de Milão, o índice FTSE-MIB avançou 0,93%, a 19.989,90 pontos. Entre os bancos italianos, Intesa Sanpaolo subiu 0,35%, BPM caiu 0,33% e UniCredit avançou 2,16%.

Em Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,01%, a 8.982,40 pontos. Santander ficou quase estável, em alta de 0,06%, e Banco de Sabadell avançou 2,16%, porém Abengoa B caiu 3,75%.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 teve baixa de 1,19%, a 5.070,67 pontos. Banco Comercial Português teve baixa de 2,39% e Corticeira Amorim, de 2,28%. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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