24 de setembro de 2018 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
HVM - INCORPORACOES
ECONOMIA

Bolsas da Europa caem com ponderação sobre ação conjunta contra a Síria

16 abril 2018 - 13h22

Os principais mercados acionários da Europa fecharam em queda na sessão desta segunda-feira, 16, apesar do forte sinal positivo visto nas praças americanas. A geopolítica continuou no foco, com a avaliação de que a ação militar conjunta de Estados Unidos, Reino Unido e França contra a Síria, na última sexta-feira, não deve levar a um conflito de maior escala com o envolvimento da Rússia, cujo governo é aliado ao regime de Bashar al-Assad em Damasco.

A efetividade da ofensiva foi ponto de discórdia ao longo do fim de semana. Enquanto o presidente americano, Donald Trump, declarou a "missão cumprida" - postura similar à adotada pelos chefes de governo em Londres e em Paris -, Moscou alegou que 70% dos mísseis lançados contra o país no Oriente Médio foram derrubados. Além disso, a Rússia levou o assunto ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em uma demonstração de que não deve haver retaliação militar por ora.

Com a percepção de que uma guerra para além do território sírio não é iminente, as cotações do petróleo chegaram a cair mais de 1% durante os negócios europeus, penalizando ações do setor de energia.

O índice pan-europeu encerrou em baixa de 0,39%, aos 377,79 pontos.

Na bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou com perda de 0,91%, aos 7.198,20 pontos. Com a cotação cadente do petróleo, as ações da BP cederam 1,58% e as da Royal Dutch Shell, 0,67%. O setor de matérias-primas também sofreu nesse pregão, como evidenciam as baixas das ações de Glencore (-0,91%), Rio Tinto (-1,45%) e Anglo American (-1,68%), em meio a temores de que a relação comercial entre os EUA e a China volte à pauta de investidores com o anúncio por Washington de novas barreiras tarifárias.

Além disso, repercutiram no noticiário corporativo relatos de que Martin Sorrell deixará o posto de executivo-chefe da WPP, o maior grupo de publicidade de mundo. Os papéis da empresa despencaram 6,48%.

Em Frankfurt, o DAX 30 recuou 0,41%, para os 12.391,41 pontos. Apesar de o Deutsche Bank (-0,85%) avaliar que a BMW "tem amplo espaço para surpreender o mercado positivamente" com seus resultados no primeiro trimestre, as ações da montadora perderam 0,73%, em um cenário de valorização do euro em relação ao dólar. Já os papéis da multinacional varejista Steinhoff, por sua vez, escorregaram 3,86%.

O CAC 40, da bolsa de Paris, encerrou em baixa de 0,04%, aos 5.312,96 pontos. As ações da Airbus cederam 0,06%, em meio à afirmação pelo Morgan Stanley de que a fabricante de aeronaves deve provavelmente acelerar a produção de aviões de fileira única de 60 para 63 por mês em 2019. As da petroleira Total resistiram à queda dos preços da commodity e terminaram o dia em alta de 0,09%.

Em Madri, o Ibex 35 encerrou em baixa de 0,01%, aos 9.766,10 pontos. Nesta praça, os papéis da petroleira Repsol caíram 0,77%.

Na bolsa de Milão, o FTSE MIB fechou em estabilidade, aos 23.329,31 pontos. As ações do Intesa Sanpaolo subiram 0,29% após o banco anunciar que recebeu uma oferta da agência sueca de dados de crédito Intrum Justitia para formar uma parceria estratégica no segmento de empréstimos sob risco de calote.

Já o PSI 20, da bolsa de Lisboa, caiu 0,61%, para os 5.453,97 pontos. (Com informações da Dow Jones Newswires)

Últimas Notícias

ver todas as notícias

Enquete

Você já tem seus candidatos para as eleições de 2018?

Votar
Resultados
CORTESIA SEGOV HEPATICE C
tj ms agosto