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ECONOMIA

BC: não se sabe o quanto o mercado precificou a reforma da Previdência

13 novembro 2017 - 16h06

O diretor de política monetária do Banco Central, Reinaldo le Grazie, avaliou nesta segunda-feira, 13, que o governo tem tido sucesso com a realização de reformas necessárias para o País e citou Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que impôs um limite para o aumento dos gastos públicos. A próxima reforma importante, de acordo com ele, é a da Previdência Social.

Le Grazie fez estas avaliações durante apresentação no evento Two Market in a Global World, realizado pela Câmara Brasileira de Comércio, em Londres. Questionado por um participante sobre como a reforma da Previdência pode interferir no mercado financeiro, ele disse que esta era uma pergunta difícil de ser respondida. "Não sabemos o quanto o mercado precificou a reforma da Previdência", justificou. Durante a apresentação, ele havia mencionado que nas últimas semanas o mercado de capitais havia apresentado uma volatilidade maior. Perguntado também pela plateia sobre o tema, ele comentou que a reação desses mercados tem como foco o curto prazo.

O diretor também enfatizou a necessidade de se reduzir o custo de crédito e de compliance no País. "É preciso fazer o efeito da política monetária ficar mais eficaz", avaliou. Ele salientou ainda que os spreads estão caindo no País e que, no geral, o Brasil tem sido muito resiliente, mesmo com a recessão econômica pela qual passou nos últimos anos.

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