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VARIEDADES

Processo de pacificação reflete na criação musical

14 Novembro 2017 - 06h50

A paz. Foi a sensação da proximidade histórica com a paz e um otimismo com os rumos do país o que fez com que a música colombiana desse um salto nos últimos anos. A conclusão é dos próprios colombianos, que sentem hoje o processo de pacificação entre as forças do governo, as milícias, o narcotráfico e as guerrilhas das Farc, uma guerra que custou 50 anos de sangue. A inspiração de uma Colômbia livre, para os colombianos, afetou diretamente a produção artística local.

Sebastián Marroquín, nome do mesmo homem que um dia foi Juan Pablo Escobar, filho do maior traficante de todos os tempo, Pablo Escobar, fala à reportagem sobre o que pensa do momento em seu país. "Não sou um expert em música, mas esses artistas, sem dúvida, refletem a mudança de atitude de todos os colombianos e a esperança e o desejo de que todos vivam em paz."

Um dos maiores produtores de festivais de música na Colômbia, responsável pelo reconhecido Circulart, de Medellín, Octavio Arbelaez vai mais fundo em sua crença: "A Colômbia e sua luta pela paz precisa que o setor cultural e artístico lidere um projeto de transformação não apenas ética mas também cultural profunda. Para que isso comece a ocorrer, é necessário pelo menos dois fatores: uma mínima confiança nos processos e força de vontade para saltar os obstáculos que certamente irão aparecer." Para ele, o mundo da música "deve pensar-se em relação a tudo isso."

Mario Galeano, do Ondatrópica, diz que o processo de pacificação rende frutos práticos. Há regiões na Colômbia, antes dominadas pelas Farc, que guardavam ritmos musicais importantes, como o currulao, e instrumentos, como a marimba colombiana, mas que acabavam ficando confinados a esses territórios proibidos.
Essas músicas também passam a ser mescladas com o rock ou o eletrônico em trabalhos liderados por jovens, que dão à tradição uma outra dimensão.
"Estamos nos reconhecendo de novo como país", diz Galeano. "A guerra com as Farc, hoje, está a 10% do que era há cinco anos."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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