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VARIEDADES

Liceu de artes e Ofícios reinaugura espaço cultural destruído num incêndio

10 agosto 2018 - 07h05

Em 4 de fevereiro de 2014, um grande incêndio destruiu o prédio do Centro Cultural do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, instituição que completa 145 anos de atividade este ano. Quadros, esculturas, móveis antigos e réplicas em gesso de obras-primas como Davi e Pietá, de Michelangelo, ficaram destruídas. Agora, mais de quatro anos depois, o espaço vai finalmente ser reaberto ao público.

"O Liceu está pagando uma dívida com a cidade de São Paulo e com a sua própria história, ao resgatar esse espaço", acredita o presidente da instituição, Livio de Vivo. "Aquele incêndio foi traumático." Segundo De Vivo, apesar de contar com o auxílio do seguro, o Liceu teve de arcar com recursos próprios em parte da construção do novo prédio e do restauro de obras queimadas. Das 28 réplicas em gesso, oito já foram restauradas e já estão em exibição no espaço. Mais de 10 obras ficaram irrecuperáveis por causa do incêndio.

Com 1.200 m², o novo Centro Cultural conta com dois espaços expositivos e é decorado com a mesma estrutura metálica do prédio que pegou fogo. "Aqui era um edifício industrial e a estrutura metálica interna é alemã, da virada do século 20", explica o arquiteto do projeto, Ricardo Julião. Apesar de ter perdido a sua capacidade estrutural no incêndio, as peças metálicas foram restauradas e hoje servem para ornamentação.

A entrada principal na Rua da Cantareira foi refeita, com um design mais moderno, mas o novo projeto manteve também um pórtico localizado na Rua João Teodoro. "Por conta da importância histórica decidimos manter essas estruturas", esclarece o arquiteto. Para contrapor, deixamos o espaço o mais limpo possível, para não interferir nas atividades e exposições."

Resgate

Para recuperar a história do Liceu de Artes e Ofícios, o espaço inferior do novo Centro Cultural foi reservado para exposições sobre a própria instituição. A curadora Denise Mattar ficou encarregada pela programação inaugural, que se divide entre o ontem, hoje e amanhã. Mattar já havia sido contatada pelo Liceu antes mesmo do incêndio para trabalhar no espaço, que por 20 anos abrigou um show de luz e sombras com as réplicas em gesso.

"Temos uma memória de excelência, mas não tínhamos datas, o acervo estava confuso", explica a curadora, que, para essa primeira exposição, decidiu fazer uma linha do tempo com toda a história da instituição. Nessa linha, alguns marcos são interessantes, como o ano de 1913, quando o antigo prédio da instituição, projetado por Ramos de Azevedo, foi cedido para a atual Pinacoteca do Estado.

Além disso, o espaço inferior inclui ainda pequenas salas. No fundo, foram colocadas as réplicas em gesso, como uma homenagem ao antigo centro. Numa parede lateral, fotos e objetos mostram a relação do Liceu com a cidade de São Paulo, ao relembrar construções que utilizam peças feitas pela instituição, como as portas da Catedral da Sé ou o Monumento a Duque de Caxias. Por fim, outra parede relembra as oficinas mantidas pelo Liceu, como de serraria, desenho e artes decorativas.

Hoje, o Liceu de Artes e Ofícios ainda conta com quatro cursos técnicos gratuitos, além de ensino médio privado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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