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VARIEDADES

Gustavo Gasparani em fase especial

13 julho 2018 - 06h05

Num momento em que o teatro brasileiro padece com a carência de editais de fomento, de patrocinadores privados e de palcos, e em que o público hesita sair de casa, Gustavo Gasparani vive um feito considerável: estar em cartaz até o fim do ano com 5 espetáculos, seja como autor, diretor, ator e/ou produtor. "Agradeço estar vivendo esse momento especial em dias de adversidade", diz Gasparani.

Neste sábado, 14, estreia, no Teatro Procópio Ferreira, Zeca Pagodinho - Uma História de Amor ao Samba, texto, direção e papel principal seus. Em agosto, no CCBB-SP, entra no elenco de Insetos, espetáculo que celebra os 30 anos de sua Cia. dos Atores. Também em agosto, estreia, no Frei Caneca, Romeu e Julieta, adaptação dramatúrgica e roteiro musical seus e de Eduardo Rieche, com repertório de Marisa Monte.

Dois musicais que ele escreveu e montou, seguem em cena. Samba Futebol Clube está finalizando dois meses no Centro-Oeste. Bem Sertanejo, pelo País desde abril de 2017, volta em terceira temporada. "Muita gente torceu o nariz por ser sertanejo, e não 'alta cultura'. É uma ópera caipira, música de excelência que é ovacionada em todo lugar", louva Gasparani.

O trabalho se concentrou neste segundo semestre por obra do acaso, em decorrência da liberação de recursos de patrocínios. Ele não interpretaria o Zeca que escreveu, mas acabou ficando com o papel porque não se encontrou o ator ideal. A peça estreou em setembro no Rio. O protagonista veio quando ele já começava a ensaiar Insetos, que, por sua vez, acabou transferida pelo CCBB para 2018.

A empreitada mais recente é a nova versão para o clássico de Shakespeare, agora um musical, cuja estreia foi no Rio, em março. Desenvolvida durante os ensaios de Zeca, a ideia de pontuar o romance mais famoso do teatro mundial com músicas como De Mais Ninguém e Vilarejo foi sua - Marisa é sua amiga desde os tempos de colégio -, e acabou encampada pelo diretor, Guilherme Leme, e produtores.

Para Gustavo Gasparani, o horizonte é turvo para a cultura, em geral, e o teatro, em particular, mas é preciso resistir.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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