20 de abril de 2019 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
 Campanha Novos Rumos AL
TREMENDÃO

Erasmo Carlos tem retratados seus dias de Jovem Guarda em 'Minha Fama de Mau'

Minha Fama de Mau estreia na próxima quinta, 14, em salas de todo o Brasil

10 fevereiro 2019 - 07h20
Chay Suede fez teste, e foi ele, que canta e toca, quem propôs ao diretor que não dublasse, mas que permitisse a seu elenco cantar
Chay Suede fez teste, e foi ele, que canta e toca, quem propôs ao diretor que não dublasse, mas que permitisse a seu elenco cantar - Foto: Divulgação

Mais do que qualquer contrato, a simples palavra bastou para selar o compromisso entre o diretor Lui Farias e Erasmo Carlos para a realização de Minha Fama de Mau. "Conheço o Erasmo desde garoto, quando meu pai (o cineasta Roberto Farias) realizou a trilogia com Roberto Carlos (formada por Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura, Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa e Roberto Carlos a 300 km por Hora). Erasmo andava sempre por ali, na casa, na vida das gente. Depois que casei com a Paula (Toller, vocalista do Kid Abelha), continuei a encontrá-lo nos backstages. Uma noite, chegamos no hotel no fim de noite, no fim de show, e lá estava ele sozinho. Conversamos, o assunto do livro surgiu, eu disse que gostaria de filmar e ele retrucou - 'É teu!'."

Minha Fama de Mau estreia na próxima quinta, 14, em salas de todo o Brasil. Serão 350, pelo menos. Já virou lugar comum dizer que, se há uma coisa que o cinema brasileiro aprendeu, foi a fazer biografias. Em geral, são boas, mas existem as que são melhores. É o caso de Minha Fama de Mau. Lui realizou lá atrás seus retratos de mulheres - Com Licença Eu Vou à Luta, Lili - A Estrela do Crime. São filmes dos anos 1980 e só muito tempo depois, em 2007, ele fez Os Porra Lokinhas. Lui fez agora Os Porra Lokas - Erasmo Carlos e seus amigos. Esse cara esteve a um passo da marginalidade - mauzinho, roubando fios para descolar um troco. Salvou-o a música.

"Fiquei muito emocionado ao descobrir que foi meu pai, ao propor que Erasmo fizesse com Roberto um tema musical para filme, quem reuniu a dupla, numa época em que os amigos estavam brigados. Ao contar agora a história do Erasmo, sinto como se estivesse fazendo um spin off da trilogia." Trabalhando na confiança, o biografado deu carta branca para o diretor. "Eu queria que o Erasmo desse sua aprovação, mas ele não quis se envolver. Disse que só ia ver com o público, no cinema." E o Rei? "Roberto tem um cuidado muito grande com a imagem. Ele viu e aprovou." O filme evoca o começo da dupla, na verdade, do trio. Roberto, Erasmo, Wanderléa. Recria os anos da Jovem Guarda, a amizade. Então era importante ter esse feedback da aprovação."

Gabriel Leone já havia feito Roberto em Chacrinha, mas era uma cena. Chay Suede fez teste, e foi ele, que canta e toca, quem propôs ao diretor que não dublasse, mas que permitisse a seu elenco cantar. "A Malu (Rodrigues) eu conhecia desde que fez teste para Os Porra-Lokinhas, mas não pude usá-la. Ficou como umas reserva na minha cabeça. Como sabia que cantava, pensei - É agora! Malu chegou cheia de ideias, foi quem propôs o Devolva-me, que canta com Chay (Erasmo) numa das cenas mais emotivas do filme. Eles gravaram as faixas uma semana antes, foi seu primeiro encontro e eu senti que a gente estava no caminho certo. O filme começou a tomar forma."

Erasmo, porra-loka, fama de mau? "Conhecendo o Erasmo como conheço, ele me confessou que, mais que tudo, a fama, o dinheiro, sempre quis ter uma família. É uma coisa com que posso me identificar, e o público também." Bianca Comparato interpreta todas as mulheres de Erasmo - Lara, Clara, Samara, Nara. "Foi ideia dela, e confesso que vacilei, com medo de que ficasse caricato. Mas o Erasmo fala com tanta ternura de seu amor por Narinha, a mãe de seus filhos, que eu achei que seria uma forma de homenagem, de fazer com que ela ficasse presente durante todo o filme."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.