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VARIEDADES

Delegacia do Rio abre inquérito para apurar casos de racismo no 'BBB'

12 fevereiro 2019 - 13h43

A 19º edição do BBB está polêmica e, em menos de um mês, membros do programa foram acusados de intolerância religiosa, homofobia, maus-tratos aos animais e crimes sexuais. A sucessão de denúncias levou a Delegacia de Crimes Raciais e Intolerância (Decradi) do Rio de Janeiro a analisar supostos casos de racismo em sigilo.

Apesar dos nomes investigados não terem sido revelados, alguns brothers deram declarações polêmicas que levantam suspeitas. Há uma semana, a participante Paula disse ter medo de religiões de matriz africana. "Tenho medo do Rodrigo, porque ele fala o tempo todo desse negócio de Oxum divindade da Umbanda e do Candomblé. Eu tenho medo disso, mas nosso Deus é maior", afirmou.

Em um outro momento, Maycon disse ter sentido arrepios ao ver Rodrigo e Gabriela - que são negros - dançando músicas da cultura afro-brasileira numa festa. "Senti um arrepio quando começou a tocar umas músicas esquisitas de Jorge Aragão. Comecei a olhar e ouvir umas coisas. Jesus Cristo estava em minha mente, dizendo que se eu fizer igual aos dois, eles vão ganhar mais força", contou.

Outros casos

Maycon também gerou polêmica na casa ao comentar que já amarrou bombinha em rabo de gato. Além disso, seu colega Diego, numa discussão com Hariany e Paula sobre a orientação sexual de Rodrigo, afirmou não gostar de "gays escandalosos".

Os registros de preconceito não pararam por aí. O professor Vanderson, de 35 anos, foi desclassificado do programa depois de ter sido intimado a prestar depoimento na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A intimidação se deu após ex-namoradas o denunciarem por violência doméstica, importunação sexual e estupro.