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CARNAVAL2018

Bagunça Meu Coreto mantém tradição de reunir gente de todas as idades no Rio

Amigos há mais de 20 anos, desde os tempos da escola, um grupo de 21 pessoas montou uma fantasia coletiva

13 fevereiro 2018 - 12h59
A organização é feita por um grupo de moradores do entorno da praça São Salvador e que chega a 40 pessoas
A organização é feita por um grupo de moradores do entorno da praça São Salvador e que chega a 40 pessoas - Foto: Top5 Rio

A animação dos moradores do entorno da Praça São Salvador, na zona sul do Rio de Janeiro, moveu hoje (13), pela 13ª vez, o desfile do Bloco Bagunça Meu Coreto. O cortejo é organizado desde 2005, quando um grupo de residentes se juntou para fundar o bloco, unindo a vontade de se divertir com a necessidade de escapar de blocos saturados de foliões.

Reunindo por mais um ano gente de todas as idades e até bichos de estimação, a banda saiu por volta das 10h para percorrer um pequeno trajeto pelo bairro. Passou por baixo das centenárias palmeiras da Rua da Paissandu e em frente a uma casa de repouso para idosos, onde muitos estavam à espera, nas janelas. Depois de muitas marchinhas e de banhos de mangueira, dados pelos próprios moradores do alto dos apartamentos, a banda voltou ao coreto da praça, palco de atrações ao longo do ano, onde toca desde o início da tarde.

A organização é feita por um grupo de moradores do entorno da praça São Salvador e que chega a 40 pessoas. Entre elas, a professora universitária Regina Simões Barbosa. Ela destaca o clima festivo do Bagunça por mais um ano e a importância dele para quem vive ali. “O encontro aqui é sempre maravilhoso, sempre encantador, todo mundo fantasiado, a praça fica colorida e o coreto se torna a cabeleira do Zezé”, disse, referindo-se à tolerância e à diversidade do bloco.

Amigos há mais de 20 anos, desde os tempos da escola, um grupo de 21 pessoas montou uma fantasia coletiva. Eles se vestiram de peixes, tubarões e até conchas, simbolizando o fundo do mar, sob o comando do personagem bíblico Moisés. Todas as vezes em que passava um outro grupo grande, o Moisés do carnaval “abria o oceano”. Então, os componentes se separavam, simulando a “abertura do Mar Vermelho” e deixavam os outros passar.

A idealizadora da fantasia, Juliana Navarro, de 31 anos, chamada pelos amigos de “Paulo Barros do carnaval de rua”, em referência ao carnavalesco de sucesso, disse que a ideia era mesmo brincar. “A gente vive aqui na praça. É nosso ponto de encontro na semana. Nada mais normal do que vir aqui juntos no carnaval. São 20 anos de amizade”, comentou.

Carnaval em família

Para a professora Olívia Trindade, de 36 anos, o cortejo do Bagunça é uma forma de juntar a família, sem abrir mão do conforto. Ela perdeu a conta dos desfiles de que participou com “quase toda árvore genealógica”, brincou. “Com a família toda, a gente só vem aqui. Temos uma tia que mora perto [na praça], então é bom ter esse suporte.”, disse ela, acompanhada da avó, da mãe, da tia e da filha. “É um carnaval que remete ao de antigamente. A gente canta as marchinhas, dança, curte, não fica muito lotado”, acrescentou.

O carnaval da São Salvador atraiu, além de moradores, turistas de várias partes do país. Uma operadora desembarcou três ônibus ao lado da praça, com interessados em conhecer o lado “íntimo” do carnaval carioca. “Olha, falaram para a gente que aqui dá para bricar sem enfrentar a muvuca. Então, viemos conferir”, disse a paulistana de 27 anos, Jaqueline Serula, que estava acompanhada de mais duas amigas de mesma idade.

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