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AUTOMÓVEIS

Lenda urbana: Ford Maverick completa 45 anos no Brasil

O esportivo com motor dianteiro e tração traseira foi apresentado ao público brasileiro no Salão do Automóvel

5 julho 2018 - 16h57Da redação com assessoria
A imagem do Maverick também foi reforçada pela participação no “Raid da Integração Nacional”, uma grande aventura que rodou 17.000 km de Chuí até Brasília
A imagem do Maverick também foi reforçada pela participação no “Raid da Integração Nacional”, uma grande aventura que rodou 17.000 km de Chuí até Brasília - Foto: Divulgação

O Ford Maverick, carro que foi o sonho de consumo dos jovens nos anos 1970, completou 45 anos de lançamento no Brasil. O cupê esportivo teve uma vida curta no mercado nacional, sendo produzido durante apenas seis anos, tempo suficiente para conquistar muitos fãs que até hoje admiram o seu carisma e estilo arrojado.

Claramente inspirado no Mustang, o Maverick foi lançado em 1969 nos Estados Unidos para concorrer com os carros europeus e japoneses. Ele tinha tamanho e preço menor comparado a outros modelos da marca e foi um sucesso imediato, com 579.000 unidades vendidas logo no primeiro ano.

Nessa época, a Ford buscava um veículo para completar sua linha no Brasil e ocupar o espaço existente entre o Corcel, de entrada, e o topo de linha Galaxie. O escolhido foi o Maverick. O esportivo com motor dianteiro e tração traseira foi apresentado ao público brasileiro no Salão do Automóvel de 1972 e chegou ao mercado no ano seguinte, produzido na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

            O Maverick era oferecido inicialmente apenas na configuração cupê, de duas portas, nas versões Super, Super Luxo e GT, com duas opções de motor: 3.0 de seis cilindros em linha, de 112 cv, e V8 5.0, de 197 cv. Ambos podiam vir equipados com câmbio manual de quatro marchas com alavanca no assoalho ou automático de três marchas com comando na coluna de direção.

A versão GT, com motor V8 e câmbio manual, tinha produção limitada e contribuiu para marcar a esportividade da linha. No mesmo ano, o carro ganhou mais uma opção com o lançamento do sedã de quatro portas.

A imagem do Maverick também foi reforçada pela participação no “Raid da Integração Nacional”, uma grande aventura que rodou 17.000 km de Chuí até Brasília. Durante 24 dias, o veículo percorreu todas as capitais da época, passando por centenas de cidades do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. 

A crise do petróleo mudou radicalmente o perfil do mercado, que passou a priorizar a economia de combustível, deixando em segundo plano a potência dos veículos. Assim, em 1975 o motor de seis cilindros foi substituído por um modelo mais moderno e econômico, o 2.3 de quatro cilindros com comando de válvulas no cabeçote e 99 cv. Pouco depois, o modelo GT também passou a oferecer o mesmo motor 2.3 de série, tendo o V8 como opcional.

O Maverick também fez muito sucesso nas pistas, aproveitando seu porte e design aerodinâmico com preparações especiais que ampliavam a potência do poderoso motor V8. Grandes pilotos, como José Carlos Pace, comandaram o modelo em diferentes categorias, como o Campeonato Brasileiro de Turismo e provas de arrancada.

Até sair de linha em 1979, o Maverick somou 108.106 unidades vendidas no Brasil e continua a ser cultuado por fãs-clubes e colecionadores, principalmente na versão V8, que se tornou uma lenda entre os admiradores de carros antigos.

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