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CARROS

Equipe da Ford trabalha para evitar interferências da eletricidade estática nos veículos

Há trinta anos, as interferências eram causadas por transmissores de rádio, redes de energia e alguns dos equipamentos eletrônicos básicos do carro

2 janeiro 2018 - 10h09Da Redação
Hoje, essas ameaças se multiplicaram exponencialmente e continuarão aumentando. “Tivemos que incluir testes para verificar a interferência de GPS e smartphones, além de sistemas de conectividade, como o SYNC 3, que podem oferecer Wi-Fi também
Hoje, essas ameaças se multiplicaram exponencialmente e continuarão aumentando. “Tivemos que incluir testes para verificar a interferência de GPS e smartphones, além de sistemas de conectividade, como o SYNC 3, que podem oferecer Wi-Fi também - Divulgação

A eletricidade estática é o fenômeno de acumulação de cargas elétricas que pode se manifestar em qualquer material. Ações simples do dia a dia, como andar de meias pelo carpete, podem fazer como que você leve um choque ao tocar a maçaneta da porta. Esse é apenas um dos efeitos dos sinais eletromagnéticos. Eles estão ao nosso redor e, se interferirem nos aparelhos eletrônicos, podem até ter consequências perigosas.

É exatamente por isso que a Ford conta com engenheiros como Rodney Huebner. Ele tem dedicado sua vida profissional para garantir que os consumidores da Ford na Ásia estejam protegidos contra os inconvenientes e os perigos das interferências eletromagnéticas. “Além de afetar telefones e rádios, a interferência pode atrapalhar o funcionamento de equipamentos como piloto automático, sistema de freios ABS e direção hidráulica”, explica Huebner.

De sua base em Melbourne, na Austrália, ele e sua equipe asseguram que todos os chips, sensores e tecnologias sofisticadas presentes nos veículos Ford funcionem bem em todas as condições.

Há trinta anos, as interferências eram causadas por transmissores de rádio, redes de energia e alguns dos equipamentos eletrônicos básicos do carro. Hoje, essas ameaças se multiplicaram exponencialmente e continuarão aumentando. “Tivemos que incluir testes para verificar a interferência de GPS e smartphones, além de sistemas de conectividade, como o SYNC 3, que podem oferecer Wi-Fi também”, complementa o engenheiro.

Com a chegada dos veículos autônomos, das cidades inteligentes e à medida que os automóveis se tornam mais conectados, os sensores e outros dispositivos que emitem sinais se tornarão cada vez mais presentes, aumentando o trabalho para Huebner e sua equipe. Os testes com carros autônomos serão ainda mais críticos, pois não haverá seres humanos controlando o veículo se algo sair errado.

Para realizar os testes nos veículos são usadas cargas eletromagnéticas pesadas. Para avaliar os efeitos no piloto automático, por exemplo, foca-se o sensor do automóvel em um alvo em movimento e coloca-se o veículo sob uma carga eletromagnética muito pesada, bem superior ao que ocorreria em uma situação real.  Se algum problema for detectado, os engenheiros usarão materiais que bloqueiem os sinais, ou seja, farão uma blindagem eletromagnética, ou desenvolverão equipamentos mais resistentes aos sinais. É por causa desses procedimentos que os smartphones não representam uma ameaça aos circuitos elétricos dos veículos.

O trabalho de Huebner nos ajuda a ter segurança nas ruas e estradas, tanto nos dias de hoje como no futuro próximo, que será hiperconectado. “A engenharia para lidar com todas as novas fontes de interferência no futuro vai ser difícil. Será um grande desafio”, avalia Huebner.

ALMS CORTESIA
TJ MS