14 de dezembro de 2018 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
Campanha IPTU 2019 - Reposição,
AO VIVO Acompanhe a transmissão do jornal GIRO ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Transmitido simultaneamente para as emissoras do Grupo Feitosa de Comunicação
SEGURANÇA

Em 2017, mais de 15 mil carros foram blindados no Brasil

Insegurança e crescimento da violência urbana fizeram com que brasileiros buscassem a proteção

12 março 2018 - 15h00Da Redação
A blindagem de nível III-A, que resiste aos disparos de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum, foi a mais praticada no mercado
A blindagem de nível III-A, que resiste aos disparos de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum, foi a mais praticada no mercado - Divulgação

Mesmo com o período de instabilidade econômica vivido no Brasil, em 2017, 15.145 veículos foram blindados no país. Para a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), a sensação de insegurança somada ao crescimento da violência urbana em todas as regiões foram os motivos que levaram as pessoas a buscar essa alternativa de proteção.

O número foi pouco abaixo de 2016, quando 18.865 veículos foram blindados. Na visão do presidente da entidade, Marcelo Christiansen, “se por um lado, a crise trouxe como consequência natural a redução no segmento, por outro, ela não foi acentuada justamente porque a instabilidade por vezes vem acompanhada de períodos mais violentos, mantendo a demanda pela proteção”. Atualmente, a frota total estimada no país é de quase 198 mil veículos blindados.

De acordo com o levantamento da Abrablin, no ranking de blindagem o estado de São Paulo lidera, concentrando quase 74% da produção. Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 8,45%. Os estados de Pernambuco (3,3%); Rio Grande do Sul (2,65%); e Ceará (2,4%) compõem a lista dos cinco estados que mais blindaram. Os 9,2% restantes são distribuídos pelos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pará, Goiás e Paraná, além de outros que apresentaram menor demanda.

"Esse dado revela que apesar de boa parte se concentrar no estado paulista, a sensação de insegurança é geral, fazendo com que pessoas das regiões Sul e Nordeste também buscassem formas de proteção”, detalha Christiansen.

Perfil do usuário

Em 2017, os homens representaram 57% do total de usuários, sendo grande parte (40%) formada pela faixa etária de 50 a 59 anos. Já nas mulheres, que representam 43% do universo da blindagem automotiva, a maioria está na faixa que compreende entre 40 e 49 anos. Com relação à ocupação, 67% dos usuários de blindagem são executivos/empresários; 14% políticos; 9% juízes; 8% artistas/cantores; e 2% outras ocupações.

O nicho corporativo, inclusive, foi o responsável para a estabilidade de algumas empresas no ano passado. É o caso da blindadora Concept, de São Paulo. A empresa registrou crescimento de 18% no número de pedidos para blindagem automotiva em 2017 em comparação ao ano anterior. Foram 778 veículos blindados, recorde da empresa desde 2013.

De acordo com o diretor da empresa, Fábio Rovêdo de Melo, “o aumento foi motivado pelos pedidos de terceirização da frota blindada que as empresas usam para seus altos executivos, bem como para empresas especializadas em locação de blindados, que também têm sido mais demandadas para o serviço de transporte desses profissionais que ocupam grandes cargos no universo empresarial.”

Com relação aos modelos de veículos, no ano passado, ainda de acordo com a pesquisa da Abrablin, o Corolla, da Toyota, foi o mais blindado. O Compass, da Jeep, foi o segundo, seguido pelo XC-60, da Volvo; X1, da BMW; e Discovery, da Landrover.

A blindagem de nível III-A, que resiste aos disparos de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum, foi a mais praticada no mercado. O valor médio para esse tipo de proteção é de R$ 53.600,00.

Para 2018, com a retomada do crescimento econômico, a associação estima que a produção de blindados no país aumente cerca de 25%.

TJMS – Campanha do TJMS – SEMANA NACIONAL DA RECONCILIAÇÃO
Rubeola