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POLÍTICA

Tereza diz que vai influenciar na escolha do ministro do Meio Ambiente

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, a deputada Tereza Cristina indicada ministra da Agricultura essa semana, vai influenciar na escolha do ministro do Meio Ambiente que necessariamente “terá um perfil técnico"

9 novembro 2018 - 14h20Flávio Paes
Uma das prioridades de Tereza no Ministério será o projeto que “flexibiliza” e “moderniza” a legislação sobre agrotóxicos, uma das bandeiras do Ministério (Agricultura), mas que agora está nas mãos do Congresso Nacional
Uma das prioridades de Tereza no Ministério será o projeto que “flexibiliza” e “moderniza” a legislação sobre agrotóxicos, uma das bandeiras do Ministério (Agricultura), mas que agora está nas mãos do Congresso Nacional - foto: Flávio Paes

O futuro ocupante da cadeira do Ministério do Meio Ambiente deve preferencialmente "não ter ideologia e  que possa dar agilidade aos processos de licenciamento”, nas palavras da deputada Tereza Cristina.

Na primeira entrevista coletiva em Campo Grande, após a indicação para o Ministério da Agricultura, na manhã desta sexta-feira, (9), Tereza deixou evidente que a escolha do futuro titular do Meio Ambiente passará pelo crivo dela e da FPA, que a indicou para o Ministério.

“O nome será avaliado pela equipe da Agricultura, porque o ministro (Meio Ambiente) precisa ter o perfil de quem não tem ideologia, saiba agir tecnicamente dentro do setor, além de ser ágil para avaliação dos processos. Ainda não sei o nome, mas o presidente já definiu como será esta política”, disse Tereza, durante coletiva na sede da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS).

Tereza revelou que Bolsonaro quer “simplificar estes processos”, estabelecendo regras e tempo para avaliação dos quesitos ambientais, para não “atrasar” ou “prejudicar” novos investimentos no Brasil. “Essas licenças precisam ser mais ágeis, por exemplo, se não houver avaliação a tempo, o projeto deve seguir, não pode ficar parado, perdendo tempo e recursos”.

Ela ainda elogiou Bolsonaro por ter “voltado atrás” sobre a fusão dos ministérios do Meio Ambiente e Agricultura. “Ele teve maturidade ao entender que esta fusão, apesar de recomendável, poderia trazer confusão a nível internacional, em relação à exportação de produtos. Soube reconhecer as questões de mercado e importância do meio ambiente”.

Uma das prioridades de Tereza no Ministério será o projeto que “flexibiliza” e “moderniza” a legislação sobre agrotóxicos, uma das bandeiras do Ministério (Agricultura), mas que agora está nas mãos do Congresso Nacional. “ O projeto já foi aprovado na Comissão Especial Mista, mas ainda precisa passar pelo plenário do Senado”.

Conhecendo o Congresso, a deputada entende que a proposta deve ficar para 2019. “Não vai ser votada neste ano, mas entendo que o legislativo é soberano e vai saber avaliar a questão”. Tereza foi uma das principais articuladoras da matéria neste ano em Brasília, quando estava à frente da FPA.

A futura ministra anunciou que será intensificada a fiscalização da “sanidade animal”, não apenas em relação à febre aftosa, mas também sobre outras pragas no campo, que podem chegar aos estados brasileiros, inclusive Mato Grosso do Sul, na zona de fronteira. “Neste campo o que faltam é recursos, sempre tivemos dificuldades por causa desta questão”.

Para levar adiante essa estratégia, ela pretende discutir com o Ministério da Fazenda mais recursos para (fiscalização). Quanto à importância das ações de defesa para a economia do País, a futura ministra está convencida de que “ os recursos deveriam ser garantidos, como ocorre no setor de saúde”. Uma das propostas que pretende implementar é buscar acordos bilaterais com os países vizinhos, em relação a esta vigilância.

Confira na íntegra a coletiva de imprensa da futura Ministra da Agricultura Tereza Cristina:

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