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AGRICULTURA FAMILIAR

Agraer promove curso itinerante de panetone para aumento de renda familiar

No Brasil, a iguaria chegou após a segunda Guerra Mundial com a imigração de italianos, donos dessa deliciosa receita originada em Milão por descuido ou “erro” de um paradeiro

26 dezembro 2017 - 09h46
Os alunos aprenderam a fazer panetones com recheios salgados (muçarela, presunto, queijo e requeijão) e doces (goiabada, doce de leite, frutas cristalizadas, chocolate e leite de ninho), além de suspiros e bolachas natalinas
Os alunos aprenderam a fazer panetones com recheios salgados (muçarela, presunto, queijo e requeijão) e doces (goiabada, doce de leite, frutas cristalizadas, chocolate e leite de ninho), além de suspiros e bolachas natalinas - Foto: Agraer

Se os ovos de chocolate sinalizam a Páscoa, os panetones são os protagonistas e mensageiros do Natal nas gôndolas dos mercados. Tão simbólicos como as decorações desta época de confraternizações. No Brasil, a iguaria chegou após a segunda Guerra Mundial com a imigração de italianos, donos dessa deliciosa receita originada em Milão por descuido ou “erro” de um paradeiro.

Diz à lenda que a saborosa massa surgiu porque um simples assistente de padeiro, Toni, de tão exausto confundiu o pão com a torta e adicionou a uvas passas onde não devia. Para consertar o erro acrescentou frutas cristalizadas na massa e eis que o pão fez o maior sucesso na ceia de Natal do próprio chefe. A aceitação foi tão grande que o padeiro homenageou o criador dando nome ao alimento como “Pane do Toni”, que traduzido em português significa   Pão do Toni e que, com o passar dos anos, começou a ser chamado por panetone. Nome mais difundido nos dias atuais.

Hoje, a receita é amplamente difundida no Brasil e seja industrializado ou artesanal são várias as adaptações do tradicional panetone. Atenta a esse clima festivo e de olho no mercado consumidor é que a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) viu no final do ano a oportunidade para aumentar a renda de homens e mulheres da agricultura familiar com um curso de panificação de produtos natalinos, inclusive, o “Pane de Toni”.

O curso de caráter itinerante contou com a participação de 167 alunos pelos oito municípios (Bela Vista, Jardim, Bodoquena, Bonito, Aquidauana, Nioaque, Guia Lopes e Caracol). “Foi uma oportunidade excelente e uma ótima iniciativa da Agraer. Eu fiz o curso só para fazer panetone para a família, pois queria um produto de qualidade e sem muito gasto. Pelo os que eu fiz e o que eu iria gastar comprando no mercado, nada, nada, vou economizar 50%”, disse Marley Franco, residente em Aquidauana.

“É uma ação que teve por finalidade apresentar novas receitas culinárias que poderão incrementar a mesa da família do produtor rural e ser utilizadas como alternativas de fonte de renda aos participantes durante, principalmente, o período de festividades de fim de ano”, afirmou uma das ministrantes do curso, a coordenadora regional da Agraer de Anastácio, Vera Lúcia Golze.

Os alunos aprenderam a fazer panetones com recheios salgados (muçarela, presunto, queijo e requeijão) e doces (goiabada, doce de leite, frutas cristalizadas, chocolate e leite de ninho), além de suspiros e bolachas natalinas.

Para a dona de casa Margarida Pereira, do município de Caracol, o momento foi oportuno para aumentar a renda da família. “Só ontem consegui R$ 300,00 com os panetones. Hoje, vou levar na praça para vender na Barraca do Papai Noel”, afirma ela que também já contabiliza novas vendas, “Têm pessoas que compraram comigo e já está repetindo os pedidos. Eu nunca tinha feito panetone antes, aprendi no curso e estou bem contente com essa oportunidade que a Agraer nos deu”, disse a aluna.

Outra que está faturando uma graninha extra é a trabalhadora Rosa Ribeiro. “Eu já tinha feito panetone pesquisando pela internet, mas o curso veio para me aperfeiçoar e melhorar a aparência, decoração dos panetones que faço. Já vendi na feira daqui de Nioaque, tenho dez pedidos para integrar ainda e ando divulgando meu trabalho pelo whatsapp”, contou.

As técnicas de panificação também foram repassadas pela servidora da Agraer, Elisângela Pereira. ¨Essa capacitação só foi possível através das parceiras junto às oito prefeituras. Estamos contentes por saber dos resultados, inclusive, temos conhecimento de que na cidade de Bela Vista teve uma Ação Pública com café da manhã que foi oferecido pelos produtores e, na mesa, tinha panetone feito por uma produtora que fez o curso conosco”, lembrou a coordenadora da Agraer Vera Golze.

 

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