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Sem grana fácil, criação de sindicatos desaba 72%

23 setembro 2019 - 09h49Por

“A Lei tira o Estado do cangote do empresário”

Presidente Jair Bolsonaro, após sancionar a Lei da Liberdade Econômica

 

Sem grana fácil, criação de sindicatos desaba 72%

Uma das grandes evoluções promovidas pela reforma trabalhista foi o fim do imposto obrigatório, que fez dos sindicatos um grande e lucrativo negócio. O resultado foi a queda vertiginosa nos pedidos para abertura de entidades. De acordo com Ministério do Trabalho, foram apenas 92 cartas emitidas em 2018, o que representa queda de 72,6% em relação aos criados em 2016, antes da reforma sepultar a fonte de grana fácil.

 

Patronais idem

Não foi apenas a proliferação de sindicatos de trabalhadores que caiu. A criação das entidades patronais despencou ainda mais: 78,6%.

 

Tendência mantida

Até meio de setembro, o Ministério do Trabalho emitiu 70 autorizações de criação de sindicatos laborais e 11 patronais. Na média pós-reforma.

 

Fábricas de dinheiro

Só em 2006, o governo Lula autorizou a criação de 9.382 sindicatos. Mais de 25 novos sindicatos por dia, incluindo sábado e domingo

 

Não periga dar certo

O Brasil tem o recorde mundial de sindicatos. Atualmente, são 16.889, além de 603 federações, 50 confederações e 14 centrais sindicais.

 

Relator do fundão confunde público com privado

Relator do projeto que alterava regras do Fundão Sem Vergonha, o senador Wéverton Rocha (PDT-MA) foi dos últimos a desistir da defesa do absurdo. Ele esteve entre os defensores do deboche que é pagar com dinheiro público advogados de políticos que cometam malfeitorias. Ele é acusado de improbidade, por exemplo, pelo uso de verba pública em obra privada, quando foi secretário de Esportes do Maranhão.

 

Outras ações

Wéverton responde por crime na Lei de Licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato em processos no Maranhão e Distrito Federal.

 

Ética na obra

Integrante do Conselho de Ética, Wéverton foi condenado por realizar obras em uma associação de delegados da Polícia Civil do estado.

 

Fala, senador

O senador alega que a própria ministra Rosa Weber, antes de enviar o processo ao Maranhão, disse que “não há que se falar em peculato”.

 

‘Burrocracia’ pública

Questionado por que o usuário não poderia comprar duas passagens ao mesmo tempo, o Metrô-DF explicou que quem quer fazer mais de uma viagem precisa fazer um cadastro. Passou da hora de privatizar.

 

Preparando a rebordosa

Paulo Carvalho, procurador do Ministério Público do DF, notificou o presidente do Conselho Federal de Farmácia a informar gastos com eventos, subvenções e aporte de recursos estado por estado, no âmbito do Procedimento Preparatório nº 1.23.000002736/2018-8.

 

Que coisa feia

É um vexame a brigalhada de suas excelências, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelos melhores gabinetes da nova sede. Esquecem a prática nos tribunais que integram, de dar primazia aos mais antigos.

 

Em 2020 será diferente

O governador Ibaneis Rocha mandou a estatal de águas de Brasília avaliar a instalação de áreas com vaporizadores de água a céu aberto, para ajudar a população a enfrentar umidade relativa do ar abaixo de 10% e temperaturas em torno dos 40º por quatro meses do ano.

 

Mão no nosso bolso

Após criticar a retomada do Fundão Sem Vergonha rejeitado pelo Senado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mudou de ideia outra vez e disse que o projeto “é um avanço”. No bolso do cidadão?

 

Fina flor da ética

O Senado vai instalar o Conselho de Ética nesta terça para eleger presidente e vice, após dois anos de paralisia, com Ciro Nogueira (PP), Marcelo Castro (MDB) e Jaques Wagner (PT), ex-ministros de Dilma.

 

Cade vai andar

Está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado as sabatinas de indicados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica: Lenisa Prado; Sérgio Ravagnani; Luiz Hoffmann e Luis Henrique Braido. Sem quadro completo o Cade está parado há meses.

 

Michel, 79

Michel Temer completa 79 anos neste 23 de setembro. Ele foi o presidente da República de mais idade a assumir o cargo. Ele tinha 75 anos, 11 meses e 8 dias.

 

Pensando bem...

...só no Brasil os principais responsáveis por matar ao menos 249 pessoas, em Brumadinho, não vão para a cadeia.

 

PODER SEM PUDOR

Doença muito rara

Dirigentes do PSDB, Teotônio Vilela Filho e Márcio Fortes chegaram atrasados a uma importante reunião, durante o governo FHC. “Desculpem o atraso, Teotônio teve uma crise de um mal muito raro, o distúrbio cronotopocinético, mas já está tudo bem”, disse Fortes. Nem Vilela entendeu nada, já que se sentia bem. Fortes explicou depois: “Eu também sofro de distúrbio cronotopocinético. “Crono” de tempo, “topo” de terreno ou distância e “cinético” de movimento. Quer dizer que o sujeito chega sempre atrasado.”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

                                                                                                    www.diariodopoder.com.br

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