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Cláudio Humberto

Política

Lula vê Bolsonaro certo atacando os adversários

19 agosto 2019 - 08h45Por Cláudio Humberto

“A própria lei pode se tornar o abuso que deseja reprimir”

Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge sobre a lei de Abuso de Autoridades

 

Lula vê Bolsonaro certo atacando os adversários

O ex-presidente Lula jamais dirá isso publicamente, mas advogados que o visitaram esta semana relataram seus elogios à estratégia do presidente Jair Bolsonaro de atacar diariamente os opositores e a imprensa. “Ele está falando para o público dele, seu eleitor”, disse o presidiário, “e não tenta agradar quem já não gosta dele”. Lula acha que, agindo assim, Bolsonaro manterá sua tropa de 35% do eleitorado.

 

PT fez o inverso

Para o petista condenado por corrupção, ao contrário de Bolsonaro, o PT ignorou as bases e mudou o discurso quando chegou ao governo.

 

Planalto desconfia

Assessores de Bolsonaro desconfiam do elogio de Lula. “Ele quer ver o circo pegar fogo”, disse um ministro com gabinete no Planalto.

 

PT desidratou

O candidato derrotado Fernando Haddad teve em 2018 7,5 milhões de votos a menos que Dilma Rousseff conquistou em 2014.

 

Deve piorar em 2020

Nas últimas eleições municipais, o efeito anti-PT foi ainda mais grave: o partido de Lula venceu 630 municípios em 2012 e só 256 em 2016.

 

Bolsonaro estadista? ‘Nunca serei isso, talkei?’

Após 28 anos de mandato parlamentar, o presidente Jair Bolsonaro sempre rejeita qualquer tentativa de auxiliares, inclusive militares, de convencê-lo a evitar declarações polêmicas, que frequentemente geram novas crises. Quando ouviu um auxiliar muito próximo sugerir “comportamento de estadista”, Bolsonaro deu uma gargalhada e, com seu jeito gozador, deixou tudo bem claro: “Nunca serei isso, ‘talkei’?”

 

Esse aí não sou eu

Nesta sexta (16), Bolsonaro voltou a marcar distância do modelito que muitos imaginam nele: “Eu não sou politicamente correto e ponto final!”

 

Tiro no pé

A espontaneidade, melhor atributo de Bolsonaro, está sendo usada contra ele, avaliam marqueteiros, após cada declaração à imprensa.

 

Assessor dele mesmo

Bolsonaro não dá ouvidos a assessores de imprensa. Não os respeita, como desdenha de marqueteiros. Confia mais no próprio taco.

 

Números para otário ver

ONGs criadas para arrancar dinheiro de europeus otários voltaram a divulgar dados alarmantes sobre "desmatamento" da Amazônia. Se esses números fossem corretos já não haveria matas no Brasil – que, aliás, conserva intacta 94% da Amazônia, segundo o Banco Mundial.

 

Depois não reclamem

Os deputados federais do Novo apelaram ao tapetão do Supremo Tribunal Federal para anular a votação da Lei de Abuso de Autoridade. Depois reclamam de “interferência indevida no Legislativo”.

 

Desmentido não é manchete

A Polícia Federal confirmou a suspeita do presidente Jair Bolsonaro de que o líder indígena Emyra Waiãpi, no Amapá, não foi assassinado. A PF informou que não há “lesões de origem traumática” e nem facadas.

 

Na geladeira

Davi Alcolumbre ainda mantém na “geladeira” nove nomeações de embaixadores encaminhadas pelo Palácio do Planalto. O presidente do Senado faz ouvidos de mercador aos apelos do Itamaraty.

 

Eles são maus parceiros

Sob Kirchner, Nestor ou Cristina, a Argentina sempre foi mau parceiro, desrespeitando regras do Mercosul e descumprindo contratos. Sempre que essa dupla ficava em baixa nas pesquisas, fazia bravatas contra o Brasil, independente de quem fosse o presidente brasileiro.

 

Drogas em números

Segundo dados do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, em um ano o Brasil apreendeu 48 mil quilos de cocaína e 350 mil quilos de maconha. Foram 1.120 mortes relacionadas ao uso; 55% por overdose

 

Honraria sem diploma

Nesta segunda (19), completam-se os 58 anos do episódio onde Jânio Quadros condecorou (sem entregar medalha ou diploma) o mítico Ernesto “Che” Guevara com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

 

Mal começou o jogo

Além da lei de Abuso de Autoridades (2017), desde o início do segundo semestre três projetos foram aprovados no Congresso e aguardam sanção presidencial. Apenas um deles foi elaborado em 2019.

 

Pergunta nas ONGs

Os problemas ambientais do Brasil desapareceram entre 2003 e 2016?

PODER SEM PUDOR

A ponte que nos partiu

Foi acalorada a discussão na Assembleia Legislativa do Rio sobre a “ponte Rosinha Garotinho”, em Campos. O deputado tucano Luiz Paulo alertava para o “erro” do então governador do Rio Sérgio Cabral, depois preso por ladroagem, em batizar logradouros públicos com nome de pessoas vivas, e o da ex-governadora em aceitar a homenagem. O deputado Paulo Melo (PMDB-RJ) reagiu: “Em Saquarema todos conhecem a avenida da praia como Avenida Luiz Paulo, porque foi V. Exa. quem me ajudou a fazer.”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

        www.diariodopoder.com.br 

 

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